Oi amores perdoem a demora e esse capítulo cocozento. Juro que faço um melhor.
Lembrando, gif no final destacando a parte em negrito.
– Thomas, pela última vez. Eu
estou noiva. – Parei de andar e
o encarei. Desde que tínhamos saído da lanchonete o único assunto que ele
falava era sobre o suposto “sentimento” que eu e Siva sentíamos um pelo outro.
O que para mim é pura loucura de sua cabeça já que o único homem pelo qual eu
sinto algo especial é o David, meu noivo.
Continuamos a nossa caminhada e por um milagre divino Tom não
tocou mais nesse assunto. Comentei com ele o show de amanha e a participação em
um programa de TV.
– Você conhece muitas pessoas, não é? –Thomas me olhou
enquanto caminhávamos.
– Durante esses quatro anos eu fiz bastantes amigos como
muitos inimigos também. Todo trabalho tem seus pós e contras. Mas nada com o
que se preocupar.
Quando chegamos no ônibus fui direto ligar para o David, com
todos os compromissos estava cada vez mais difícil falar com ele.
– Oi amor... Como assim agora eu me lembrei de você?... Eu
sei que tenho noivo, mas ele sabe que eu trabalho... Eu não te liguei porque eu
estava ocupada... Abaixa o tom de voz para falar comigo. Eu sou sua noiva, não
sua filha... Qual é o seu problema, David?... Faz o seguinte. Quando você parar
de agir como um babaca eu e ligo... Sim, vou desligar na sua cara.
Joguei o celular na cama e bufei enquanto abria o notebook
para terminar de organizar tudo para amanha. Sinceramente, David às vezes é o
melhor homem que uma mulher pode ter, mas tem hora que ele me irrita. Será que
é difícil de entender que tem vezes que eu não tenho tempo para entrar em contato?
Ele é um ignorante. Liguei para os organizadores do show de amanha. Parece que
estava tudo sobre controle.
– Alicia? – Era o Siva. Ele estava na porta e eu o encarei.
– Oi Siva. Algum problema?
– Na verdade, os meninos querem que eu vá comprar o nosso
almoço. Que ir comigo? – como dizer não com ele fazendo aquela cara fofa? Suspirei
e sorri.
– Tudo bem. – Me levantei e ele segurou a porta para que eu
saísse.
O caminho todo foi silencioso. Só podíamos ouvir nossos
passos.
– Você está bem? – Ele perguntou e eu o olhei com dúvida. –
Eu escutei você discutindo com seu noivo ao telefone. Me desculpe. – Ele olhou
para o chão envergonhado.
– Vou ficar bem. Às vezes ele é assim mesmo. – sorri sem
graça e ele concordou. – E você Siva?! Namora? É casado? – Coloquei a minha
curiosidade para fora e ele sorriu pelo nariz.
– Eu namorava, mas terminei.
– Sinto muito. Me desculpe, mas por que vocês terminaram? –
Me xinguei mentalmente por minha curiosidade ser maior que o bom senso.
– Digamos que ela não gostava de caras românticos. – Ele deu
de ombros.
– Ela não sabe o que perdeu. – Antes que eu pudesse pensar já
tinha proferido a frase. Ele se virou e me lançou um lindo sorriso.
– E seu noivo tem sorte de lhe ter. – Ele me olha e eu
prefiro acreditar que ele apenas devolveu a gentileza.
(...)
Assim que todos acabaram de comer, sobrou para eu limpar as
coisas. Claro que Siva se ofereceu para ajudar. Enquanto ele lavava, eu secava.
– Você é bom nisso. – O elogiei enquanto reparei no jeito que
ele lava os pratos.
– Sou eu que faço isso lá em casa.
– Vocês moram juntos, certo?
– Sim. Imagina a confusão. – ele riu e eu o acompanhei.
A cozinha era pequena. Assim que fui coloca o pano na mesa,
Siva se virou nos fazendo ficar cara a cara. Seus olhos fitaram os meus e
desceram até a minha boca que estava entreaberta. Engoli a seco. É isso?! Vamos
nos beijar?! Com as pontas do dedo Siva alisou minha bochecha direita seguindo
para os meus lábios e o contornando. Fechei os olhos com seu toque. Quando os
abri Siva estava a centímetros de mim. Ele me olhou como se pedisse permissão para
beijar-me. Acenei com a cabeça de leve e então eu senti. Os macios lábios de
Siva em mim. Ele pediu passagem com a língua e eu lhe dei. Senti pequenas
correntes elétricas por todo o meu corpo. Passei meus braços pelo pescoço dele
e agarrei seu cabelo. Ele por sua vez colocou as mãos em minha cintura me
puxando para mais perto. Eu percebi que estava esperando por esse beijo há
muito tempo. Nossas línguas dançam calmamente, um explorando a boca do outro.
Aproveitando um ao outro. Quando paramos para respirar. Estamos ofegantes. O
clima pesado, cheio de desejos. Eu desejo esse homem. Ele tem algo que me
chama.
– O que você fez comigo? – Ele novamente alisa meus lábios
com o polegar.
– O mesmo que você fez comigo. – Eu sussurro e ele suspira me
puxando para um beijo mais quente. Mais sensual. Com luxúria.
Não sei o que deu em mim. Mas continuei o beijando
fervorosamente. Eu já estava sentada na mesa e ele entre minhas pernas. Suas
mãos passeando pelo meu corpo. Somos assustados por uma falsa tosse vindo da
porta da cozinha. Paramos para olhar e era Tom nos olhando com ironia. Arrumei
minha roupa e desci da mesa. Siva me olhava preocupado. Estava com medo da
minha reação pós-beijo. Sorri para ele que me devolveu um sorriso misturado com
alívio. Não vou ser hipócrita e fingir que não queria. Eu queria e muito.
– Desculpem interromper. É que o Martin está te chamando,
Alícia. – Tom me avisa e eu o encaro estreitando os olhos.
Olho uma última vez para Siva e saio da cozinha. Tom e Siva
se encaram sem falar nada.
– O que você quer que eu fale, Thomas?! Eu não resisti. –
Siva confessou para Tom que sorriu.
– Eu não falei nada. – Ele fingiu uma falsa inocência.
– Você não precisa falar, seu olhar fala tudo.
– Eu sabia que isso iria acontecer. Vocês dois não disfarçam
cara. Só faltam tirar a roupa um do outro. – Assim que Thomas falou, Siva pegou
o pano de prato e correu para bater nele.
– Vou ter que levá-los aonde? – Perguntei surpresa.
– Para passear na rua, Alícia. Eles estão enfurnados naquela sala e eu não aguento mais – Martin me olhava com cara de
cachorro pidão. Merda!
– Ok. – Levantei as mãos em forma de rendição.
– Vocês tem 5 minutos para dar um jeito na aparência de vocês
para irmos dar uma volta. – Avisei para os meninos que estavam jogando vídeo game.
Depois de uns minutos eles estavam prontos. Já na rua foi um
inferno. Eu não sabia que eles já tinham tantas fãs aqui. Cada passo era uma
menina chorando. Quando chegamos em uma praça me afastei um pouco e observei Nathan indo de encontro a uma fã e a beijando
seguido de uma abraço. Eles nem aproveitam nada, não é?! Balancei a cabeça
negativamente. Onde eu fui me meter. Me sentei num banco enquanto os garotos
atendiam todas as fãs. Logo Siva chegou com 2 sorvetes na mão e me deu um.
– Cansada?! – Ele me olhou e eu sorri.
– Entediada. – Dei de ombros e ele sorriu.
– Cuidado pra não se sujar, Alícia. – Tom gritou e veio na
minha direção. O olhei com duvida.
Ele aproveitou que eu estava levando o sorvete até a boca e
deu um tapa na minha mão fazendo o sorvete ir com tudo no meu nariz. O encarei
boquiaberta enquanto ele ria.
– EU VOU TE MATAR, PARKER. – me levantei e sai correndo atrás
dele. Parecíamos duas crianças bobas correndo pelo parque. Era bom passar um
tempo assim com eles. Me distrair. Assim que parei de correr. Apoiei meus
braços no joelho a fim de buscar fôlego.
– Aaaaah, não vai parar de correr agora. – Era o Siva. Ele se
abaixou e agarrou as minhas pernas me fazendo ficar pendurada em seu ombro como
um saco de batata. Assim que ele começou a correr eu batei em sua bunda na
tentativa de fazê-lo parar.
– Me solta, Siva. – implorei, mas inutilmente. Corremos mais
um pouco e assim que ele me colocou no chão eu percebi que estávamos em um
beco. O olhei e ele estava com um sorriso de orelha a orelha. Num movimento
rápido ele me puxou e me deu um beijo. Depois me olhou.
– Mais tarde. – Ele sussurrou e saiu do beco comigo deixando
essas duas palavras no ar. O que teria mais tarde?!





