domingo, 30 de dezembro de 2012

Capítulo 8

NOTAS INICIAIS:

Oi amores perdoem a demora e esse capítulo cocozento. Juro que faço um melhor.
Lembrando, gif no final destacando a parte em negrito.



– Thomas, pela última vez. Eu estou noiva. – Parei de andar e o encarei. Desde que tínhamos saído da lanchonete o único assunto que ele falava era sobre o suposto “sentimento” que eu e Siva sentíamos um pelo outro. O que para mim é pura loucura de sua cabeça já que o único homem pelo qual eu sinto algo especial é o David, meu noivo.

Continuamos a nossa caminhada e por um milagre divino Tom não tocou mais nesse assunto. Comentei com ele o show de amanha e a participação em um programa de TV.

– Você conhece muitas pessoas, não é? –Thomas me olhou enquanto caminhávamos.

– Durante esses quatro anos eu fiz bastantes amigos como muitos inimigos também. Todo trabalho tem seus pós e contras. Mas nada com o que se preocupar.

Quando chegamos no ônibus fui direto ligar para o David, com todos os compromissos estava cada vez mais difícil falar com ele.

– Oi amor... Como assim agora eu me lembrei de você?... Eu sei que tenho noivo, mas ele sabe que eu trabalho... Eu não te liguei porque eu estava ocupada... Abaixa o tom de voz para falar comigo. Eu sou sua noiva, não sua filha... Qual é o seu problema, David?... Faz o seguinte. Quando você parar de agir como um babaca eu e ligo... Sim, vou desligar na sua cara.

Joguei o celular na cama e bufei enquanto abria o notebook para terminar de organizar tudo para amanha. Sinceramente, David às vezes é o melhor homem que uma mulher pode ter, mas tem hora que ele me irrita. Será que é difícil de entender que tem vezes que eu não tenho tempo para entrar em contato? Ele é um ignorante. Liguei para os organizadores do show de amanha. Parece que estava tudo sobre controle.

– Alicia? – Era o Siva. Ele estava na porta e eu o encarei.

– Oi Siva. Algum problema?

– Na verdade, os meninos querem que eu vá comprar o nosso almoço. Que ir comigo? – como dizer não com ele fazendo aquela cara fofa? Suspirei e sorri.

– Tudo bem. – Me levantei e ele segurou a porta para que eu saísse.

O caminho todo foi silencioso. Só podíamos ouvir nossos passos.

– Você está bem? – Ele perguntou e eu o olhei com dúvida. – Eu escutei você discutindo com seu noivo ao telefone. Me desculpe. – Ele olhou para o chão envergonhado.

– Vou ficar bem. Às vezes ele é assim mesmo. – sorri sem graça e ele concordou. – E você Siva?! Namora? É casado? – Coloquei a minha curiosidade para fora e ele sorriu pelo nariz.

– Eu namorava, mas terminei.

– Sinto muito. Me desculpe, mas por que vocês terminaram? – Me xinguei mentalmente por minha curiosidade ser maior que o bom senso.

– Digamos que ela não gostava de caras românticos. – Ele deu de ombros.

– Ela não sabe o que perdeu. – Antes que eu pudesse pensar já tinha proferido a frase. Ele se virou e me lançou um lindo sorriso.

– E seu noivo tem sorte de lhe ter. – Ele me olha e eu prefiro acreditar que ele apenas devolveu a gentileza.

(...)

Assim que todos acabaram de comer, sobrou para eu limpar as coisas. Claro que Siva se ofereceu para ajudar. Enquanto ele lavava, eu secava.

– Você é bom nisso. – O elogiei enquanto reparei no jeito que ele lava os pratos.

– Sou eu que faço isso lá em casa.

– Vocês moram juntos, certo?

– Sim. Imagina a confusão. – ele riu e eu o acompanhei.

A cozinha era pequena. Assim que fui coloca o pano na mesa, Siva se virou nos fazendo ficar cara a cara. Seus olhos fitaram os meus e desceram até a minha boca que estava entreaberta. Engoli a seco. É isso?! Vamos nos beijar?! Com as pontas do dedo Siva alisou minha bochecha direita seguindo para os meus lábios e o contornando. Fechei os olhos com seu toque. Quando os abri Siva estava a centímetros de mim. Ele me olhou como se pedisse permissão para beijar-me. Acenei com a cabeça de leve e então eu senti. Os macios lábios de Siva em mim. Ele pediu passagem com a língua e eu lhe dei. Senti pequenas correntes elétricas por todo o meu corpo. Passei meus braços pelo pescoço dele e agarrei seu cabelo. Ele por sua vez colocou as mãos em minha cintura me puxando para mais perto. Eu percebi que estava esperando por esse beijo há muito tempo. Nossas línguas dançam calmamente, um explorando a boca do outro. Aproveitando um ao outro. Quando paramos para respirar. Estamos ofegantes. O clima pesado, cheio de desejos. Eu desejo esse homem. Ele tem algo que me chama.

– O que você fez comigo? – Ele novamente alisa meus lábios com o polegar.

– O mesmo que você fez comigo. – Eu sussurro e ele suspira me puxando para um beijo mais quente. Mais sensual. Com luxúria.

Não sei o que deu em mim. Mas continuei o beijando fervorosamente. Eu já estava sentada na mesa e ele entre minhas pernas. Suas mãos passeando pelo meu corpo. Somos assustados por uma falsa tosse vindo da porta da cozinha. Paramos para olhar e era Tom nos olhando com ironia. Arrumei minha roupa e desci da mesa. Siva me olhava preocupado. Estava com medo da minha reação pós-beijo. Sorri para ele que me devolveu um sorriso misturado com alívio. Não vou ser hipócrita e fingir que não queria. Eu queria e muito.

– Desculpem interromper. É que o Martin está te chamando, Alícia. – Tom me avisa e eu o encaro estreitando os olhos.

Olho uma última vez para Siva e saio da cozinha. Tom e Siva se encaram sem falar nada.

– O que você quer que eu fale, Thomas?! Eu não resisti. – Siva confessou para Tom que sorriu.

– Eu não falei nada. – Ele fingiu uma falsa inocência.

– Você não precisa falar, seu olhar fala tudo.

– Eu sabia que isso iria acontecer. Vocês dois não disfarçam cara. Só faltam tirar a roupa um do outro. – Assim que Thomas falou, Siva pegou o pano de prato e correu para bater nele.

– Vou ter que levá-los aonde? – Perguntei surpresa.

– Para passear na rua, Alícia. Eles estão enfurnados naquela sala e eu não aguento mais – Martin me olhava com cara de cachorro pidão. Merda!

– Ok. – Levantei as mãos em forma de rendição.

– Vocês tem 5 minutos para dar um jeito na aparência de vocês para irmos dar uma volta. – Avisei para os meninos que estavam jogando vídeo game.

Depois de uns minutos eles estavam prontos. Já na rua foi um inferno. Eu não sabia que eles já tinham tantas fãs aqui. Cada passo era uma menina chorando. Quando chegamos em uma praça me afastei um pouco e observei Nathan indo de encontro a uma fã e a beijando seguido de uma abraço. Eles nem aproveitam nada, não é?! Balancei a cabeça negativamente. Onde eu fui me meter. Me sentei num banco enquanto os garotos atendiam todas as fãs. Logo Siva chegou com 2 sorvetes na mão e me deu um.

– Cansada?! – Ele me olhou e eu sorri.

– Entediada. – Dei de ombros e ele sorriu.

– Cuidado pra não se sujar, Alícia. – Tom gritou e veio na minha direção. O olhei com duvida.

Ele aproveitou que eu estava levando o sorvete até a boca e deu um tapa na minha mão fazendo o sorvete ir com tudo no meu nariz. O encarei boquiaberta enquanto ele ria.

– EU VOU TE MATAR, PARKER. – me levantei e sai correndo atrás dele. Parecíamos duas crianças bobas correndo pelo parque. Era bom passar um tempo assim com eles. Me distrair. Assim que parei de correr. Apoiei meus braços no joelho a fim de buscar fôlego.

– Aaaaah, não vai parar de correr agora. – Era o Siva. Ele se abaixou e agarrou as minhas pernas me fazendo ficar pendurada em seu ombro como um saco de batata. Assim que ele começou a correr eu batei em sua bunda na tentativa de fazê-lo parar.

– Me solta, Siva. – implorei, mas inutilmente. Corremos mais um pouco e assim que ele me colocou no chão eu percebi que estávamos em um beco. O olhei e ele estava com um sorriso de orelha a orelha. Num movimento rápido ele me puxou e me deu um beijo. Depois me olhou.

– Mais tarde. – Ele sussurrou e saiu do beco comigo deixando essas duas palavras no ar. O que teria mais tarde?!